teses completadas

ALEXSANDRA ZANETTI
O PROCESSO DE TRANSIÇÃO DAS CRECHES DA ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA A EDUCAÇÃO EM JUIZ DE FORA/MG (2008-2013)
DATA DA DEFESA: 28/02/2013

RESUMO
Esta pesquisa que se insere na linha Infância, Juventude e Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/RJ buscou analisar como as coordenadoras/diretoras das 23 creches públicas de Juiz de Fora/MG compreendem o recente processo de transição da gestão das creches vinculadas à assistência social através da Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac) para a Secretaria de Educação, quando confrontadas com as perspectivas anunciadas na política oficial. Alguns objetivos específicos orientaram este estudo: (1) analisar a política oficial de inserção das creches ao sistema de ensino no município em questão; (2) Compreender como as coordenadoras/diretoras de creches percebem e vivenciam a implementação das políticas de inserção das creches ao sistema de ensino; (3) Identificar os principais embates e desafios que surgiram no contexto da prática após a implementação da transição e como as coordenadoras/diretoras lidam com eles. Como referencial para análise da política em foco, adotou-se a abordagem do ciclo de políticas (policy cycle approach) formulada por Stephen Ball e seus colaboradores. Segundo essa matriz as políticas educacionais são tratadas como textos, discursos e práticas produzidos em três contextos articulados entre si: o contexto de influência, o contexto da produção de texto e o contexto da prática. O contexto de influência foi acessado a partir de pesquisas bibliográficas. O contexto da produção de texto ganhou visibilidade pela via da análise documental. Os dados do contexto da prática, foco principal desta pesquisa, foram produzidos em três sessões reflexivas realizadas entre 2008 e 2013 com as coordenadoras/diretoras das 23 creches públicas de Juiz de Fora/MG. As análises apontaram que o processo de transição das creches tem sido produzido em meio a discursos e textos sujeitos a influências e inter-relações com as políticas locais, nacionais e globais. Mostrou também que a ausência de representantes do contexto da prática na elaboração inicial da política gerou apreensão e insegurança nos profissionais das creches. A produção da política foi marcada por conflitos entre as coordenadoras/diretoras e a Secretaria de Educação, e dificuldades advindas do modelo fragmentado de gestão da rede de creches em duas instâncias (Amac e Secretaria de Educação). A redução desses conflitos demandou negociações e adaptações de ambos os lados. A formação continuada no contexto das creches emergiu como uma contribuição para o avanço das práticas educativas. No entanto, a necessidade do poder público rever a carreira e as condições de trabalho dos profissionais dessas instituições foi ressaltada como uma questão fundamental para a construção de um atendimento com qualidade.
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ANA ROSA COSTA PICANÇO MOREIRA
AMBIENTES DA INFÂNCIA E A FORMAÇÃO DO EDUCADOR: ARRANJO ESPACIAL NO BERÇÁRIO.
DATA DA DEFESA: 26/04/2011

RESUMO
Esta tese tem o objetivo de investigar o processo de apropriação do espaço por educadores que atuam nos berçários da Creche Institucional Doutor Paulo Niemeyer. Trata-se de um estudo de caso/intervenção o qual tem o objetivo de entender os significados e sentidos produzidos por esses sujeitos e as transformações dos arranjos espaciais provocadas pelas intervenções ocorridas em 2008, que enfocaram a formação em serviço através da participação dos mesmos como co-pesquisadores. Partimos do pressuposto de que o espaço/ambiente é um mediador das práticas pedagógicas e do desenvolvimento infantil. Discutimos a concepção de espaço e de outras categorias espaciais (ambiente, território e lugar) a partir da abordagem interdisciplinar (Filosofia, Geografia, Arquitetura, Psicologia e Educação), e histórico-cultural, destacando o caráter relacional do mesmo. Participaram da pesquisa 22 educadores e 37 crianças dos 3 agrupamentos de berçários, além da diretora. Para a produção dos dados, foram realizados os seguintes procedimentos metodológicos: entrevista com a diretora, observação e registro em diário de bordo e fotográfico dos arranjos espaciais e suas transformações, sessões reflexivas com os educadores, aplicação de questionário nos educadores e videogravação dos arranjos espaciais produzidos com a introdução de brinquedos de grandes dimensões e estantes vazadas. Os resultados indicam que as intervenções, via ações colaborativas, propiciaram mudanças significativas nos arranjos espaciais, aumentando a quantidade e a qualidade da estruturação espacial. Igualmente, esta pesquisa possibilitou a reflexão da prática pedagógica e ressignificação do papel do ambiente no fazer pedagógico. Esperamos que esta pesquisa contribua para a melhoria da qualidade da educação de crianças pequenas e que o uso desta metodologia, da qual os educadores participaram como co-pesquisadores, possa auxiliar no processo de formação em serviço desses profissionais e também em outras pesquisas que privilegiem o víeis interventivo no contexto de investigação.
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ARETUSA SANTOS
EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA CRECHE: ESPAÇO-AMBIENTE EM FOCO
DATA DA DEFESA: 28/02/2018

RESUMO
Esta tese teve por objetivo compreender como ocorre a educação das relações étnicoraciais em uma creche pública do município de Juiz de Fora/MG, a partir da leitura das marcas visíveis e invisíveis existentes naquele espaço-ambiente. Parte-se do pressuposto que a educação das crianças incluindo as questões das relações étnico-raciais é um princípio constitucional que envolve o direito à vida saudável e ao estabelecimento de relações positivas e afirmativas da pessoa humana consigo mesmo e com os outros desde o início de suas vivências. O documento norteador desta pesquisa foi as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Africana e Afrobrasileira - DCNERER (BRASIL, 2004), posta em interlocução com as teses e dissertações produzidas na interface 'relações étnico-raciais e educação infantil, ' entre os anos de 2003 a 2016. Foram analisados os portfolios da creche, dos anos anteriores à pesquisa e observadas as fotografias, imagens, cartazes, literaturas presentes naquele espaço-ambiente. A pesquisa privilegiou a análise das práticas de cuidado e educação de bebês e crianças, de até 03 anos de idade, ressignificadas nos diálogos construídos em três encontros reflexivos coordenados pela pesquisadora. Os resultados da investigação apontam modos como a educação das relações étnico-raciais na primeiríssima infância podem ser desenvolvidos, em espaços de formação continuada sensíveis à importância deste tema para o desenvolvimento pessoal e formação de identidade de crianças brancas e negras. A pesquisa enfatizou também a relação creche - família e a responsabilidade partilhada de oportunizar a construção de autoimagens positivas, de valorização dos fenótipos da população negra, em especial, cor de pele e cabelo. A instituição parceira se mostrou sensível a tal fato e procurou desenvolver ações numa perspectiva de igualdade étnico-racial, construindo o que pode ser denominado de áreas moles e áreas duras de educação das relações étnico-raciais. O trabalho tem por referencial teórico a perspectiva sócio-histórico-cultural de Lev Vigostki (2007), segundo a qual as relações humanas são históricas e socialmente situadas, bem como nos estudos sobre as relações étnico-raciais que compreendem a educação institucional como parte integrante dos processos históricos de construção das desigualdades étnico-raciais, e, por conseguinte, parte fundamental da construção da igualdade étnico-racial que na realidade brasileira, ainda não se efetivou. O conceito de pedagogia das ausências e emergências proposto por Gomes (2011) e colonialidade do poder de Quijano (2010), são alguns argumentos chaves desta tese.
Palavras-chave: Relações étnico-raciais. Creche. Espaço-ambiente. Colonialidade do poder. Pedagogia das ausências. Pedagogia das emergências

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FLÁVIA MARIA CABRAL DE ALMEIDA
FAMILIA E EDUCADORES DA INFÂNCIA - UM DIALOGO POSSÍVEL
DATA DA DEFESA: 27/02/2013

RESUMO
A creche vem sendo afirmada como espaço de educação para a infância, complementar à família. Devido à idade das crianças que frequentam a creche, o diálogo entre educadores e famílias têm sido valorizado, pois as atribuições de cada um são bem próximas. O objetivo desta tese foi investigar o processo de construção da relação creche-família, em um período de três anos (estudo longitudinal), através de oito aspectos desta relação. São eles: (1) expectativas e opiniões das famílias sobre a creche e vice-versa; (2) os motivos para o diálogo, (3) estratégias utilizadas, (4) dificuldades no diálogo, (5) negociações sobre o cuidado e educação à criança, (6) a inserção à creche, (7) a opinião de famílias sobre o desenvolvimento da criança, e (8) a creche como parte de uma rede de apoio. Esses aspectos foram definidos com base no referencial teórico sobre o tema e nos encontros da autora com educadores da creche onde a pesquisa foi realizada. Essa creche é pública municipal da Cidade do Rio de Janeiro. Os sujeitos foram as famílias e os educadores de crianças que entraram em 2009 e permaneceram na instituição até 2011. O referecial teórico foi norteado pela perspectiva sociohistorica do desenvolvimento, com estudos sobre família e sobre a relação desta com a creche. Os intrumentos utilizados foram: entrevistas, questionários, diário de bordo, videogravação e um bonequinho de pano artesanal. A análise contemplou dados qualitativos e quantitativos que foram organizados em oito eixos, correspondentes a cada aspecto que pretendeu investigar. Os dados evidenciaram que famílias e educadores buscavam o diálogo, através da empatia gerada entre eles e de negociações sobre a educação da criança. Por outro lado havia queixas de educadores quanto às expectativas de famílias por um trabalho individualizado ou a falta de valorização profissional. O bonequinho atingiu a finalidade de promover o diálogo entre famílias e educadores, especialmente no período da inserção das crianças. Os oito eixos de análise constituiram aspectos a serem aprofundados em futuras investigações sobre a relação creche-família. A pesquisa, ao acompanhar famílias e educadores durante três anos, propiciou momentos de reflexão sobre suas crenças e práticas, promovendo experiências e oportunidades de desenvolvimento qualitativamente diferentes para ambos e para as crianças. Novos significados sobre a relação educadores e famílias foram produzidos para esses sujeitos, transformando a história dessa relação.
Palavras-chave: Infância. Relação creche-família. Educador. Creche. Família.

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MARCIA DE OLIVEIRA GOMES GIL
POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO: BERÇÁRIO EM FOCO (2009 - 2016)
DATA DA DEFESA: 26/02/2018

RESUMO
A presente tese tem por objetivo contribuir para a análise das Políticas Públicas de Educação Infantil, desenvolvidas no município do Rio de Janeiro, no período de 2009 a 2016. A pesquisa analisa a expansão da Educação Infantil, via construção de Espaços de Desenvolvimento Infantil - EDI e os impactos de tais construções no fluxo de matrículas em creches e pré-escolas, por Coordenadoria Regional de Educação - CRE, tendo como foco as crianças de berçário (0 a 1 ano e 11 meses). Agrupamos as informações sobre os anos em períodos, nomeados por nós: de Transição (2009- 2010), de Implementação (2011 - 2013) e de Consolidação das Políticas (2014 - 2016). Trata-se de uma pesquisa documental qualitativaquantitativa, com produção de dados a partir de informações do site da prefeitura, dados do Censo, do FNDE e do Observatório do PNE. O referencial teórico-analítico privilegiou o Ciclo de Políticas (BALL e BOWE, 1994) e suas contribuições para entender o processo de produção de políticas nacionais e seus efeitos na local. A partir deste referencial discutiu-se o papel de influência dos organismos internacionais, em especial o Banco Mundial, na elaboração das políticas nacionais e locais. Para tanto, foram examinadas legislações e programas voltados para a transferência de recursos financeiros, desde a criação do FUNDEB (BRASIL, 2006) incluindo a Educação Infantil, como o Proinfância (BRASIL, 2007) e a ação Brasil Carinhoso (BRASIL, 2012). As relações existentes entre as políticas nacionais e as locais, bem como as concepções, interesses e ações propostas nas Metas e nas Estratégias do Plano Nacional de Educação (BRASIL, 2014) voltadas para a etapa da Educação Infantil, foram observadas. Em relação às políticas locais, os dois Planos Estratégicos elaborados ao longo da gestão dupla carioca (RIO DE JANEIRO 2009 e 2013) serviram de base para avaliar o quanto as metas propostas foram alcançadas. Outras dimensões analisadas foram as listas de espera existentes referentes às creches e as decisões judiciais do Ministério Público obrigando a matrícula de crianças na creche. O resultado do cruzamento dos dados levantados, tanto dos dispositivos legais nacionais e locais, quanto os relacionados aos aspectos intrínsecos com dimensões mais amplas, nos apontam que a garantia do direito à creche de bebês, tem sido encoberto. Desde lacunas existentes na legislação, ao utilizar a expressão 'até 5 anos', sem esclarecer a idade de entrada, até a promulgação da Lei nº 12796/13 e da Lei nº 13005/14, com obrigatoriedade de matrícula para as crianças de 4 e 5 anos, na préescola, fragilizando a oferta de creche na rede pública da cidade, em especial do grupamento berçário.
Palavras Chave: Políticas Públicas de Educação Infantil; Matrículas; Creche; Berçário; Banco Mundial; Metas; Obrigatoriedade da pré-escola.

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MÁRCIA MARIA E SILVA
FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DATA DA DEFESA: 29/02/2016

RESUMO
Este trabalho tem como tema a formação do leitor literário na Educação Infantil. O objetivo é compreender o lugar da literatura na formação da criança leitora a partir de um Estudo de Caso, com observações participantes, sobre as mediações de leitura literária de uma professora da Rede Pública Municipal de Niterói com um grupo de, em média, 17 crianças de 3 a 5 anos de idade, entre os anos 2013 e 2014. Que concepções de Literatura sustentam o fazer de uma professora da Educação Infantil? Que concepções de Educação Infantil fundamentam seu trabalho com literatura? Quais as práticas de leitura literária nesse contexto? A perspectiva teórico-metodológica é histórico-cultural. O debate sobre linguagem, arte, literatura, vida, educação e expressão estética se apoia em Bakhtin e Vigotski. A discussão sobre as infâncias se dá principalmente a partir dos estudos de Vigotski, Sarmento, Corsaro e Vasconcellos. Para tratar das relações entre literatura, infância e escola, o trabalho apoia-se em Lajolo, Silva e Zilberman. Os estudos sobre literatura e teoria literária de Eagleton, Coelho, Candido e Cascudo entram em diálogo, ao ser abordado o papel da literatura na formação humana. Corsino e Colomer são as principais referências para tratar da literatura especificamente no campo da Educação Infantil. É realizado um levantamento bibliográfico das dissertações e teses, produzidas entre 2008 e 2014, que abordam a literatura na Educação Infantil. Em um segundo momento, é desenvolvido um estudo teórico sobre Infância, Literatura e Educação Infantil, discutindo-se invisibilidades em torno do ser criança e das possibilidades de formação literária. O percurso da pesquisa empírica é apresentado, seguido do histórico da unidade e da formação da professora, copartícipe da pesquisa. Quatro cenas de leitura literária coletiva no grupo de crianças, planejadas e mediadas pela professora, são escolhidas para análise. Busca-se compreender quais os efeitos desse encontro e como se dá a docência na Educação Infantil para formação do leitor literário. A tese mostra as mediações da professora, as expressões das crianças, o contexto dos livros lidos, realizando, a partir desses dados, uma reflexão sobre como crianças leem literatura, quais os efeitos desse encontro para os interlocutores e como se dá a docência para formação do leitor literário na Educação Infantil.
Palavras-chave: Infância, Educação Infantil, Literatura, Formação do leitor.

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MARIA GHISLENY DE PAIVA BRASIL
ESPAÇO(S) NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ENTRE POLÍTICAS E PRÁTICAS
DATA DA DEFESA: 13/05/2016

RESUMO
O espaço, quando bem planejado e organizado, constitui-se em um parceiro do educador, sendo um elemento curricular por natureza. Neste entendimento de espaçoambiente para a educação infantil, esta pesquisa analisa como é ressignificada a política nacional de edificação dos espaços (ProInfância) no cotidiano de uma sala do berçário numa creche municipal. O ProInfância é um programa do Governo Federal criado em 2007, cujo objetivo principal é prestar assistência financeira, em caráter suplementar, ao Distrito Federal e aos municípios para a construção e aquisição de equipamentos e mobiliário para creches e pré-escolas públicas. A parte empírica da pesquisa é apresentada em dois momentos: (1) estudo do espaço no ciclo de políticas e (2) intervenção. No primeiro, analisamos as políticas nacionais voltadas para o espaço da educação Infantil: Parâmetros Básicos de Infraestrutura (2006); Parâmetros de Qualidade (2006); Indicadores de Qualidade (2009); Critérios para o atendimento em Creches que respeite os Direitos Fundamentais das crianças (2009); Diretrizes Curriculares Nacionais (2009); Brinquedos e brincadeiras na creche (2012); o Novo Plano Nacional de Educação (2014); e, o ProInfância (2007). Apoiada no Ciclo de Políticas (BALL, 2011), a pesquisa buscou investigar os embates e as lutas presentes nos contextos de influência e produção de textos, via entrevistas com as Secretárias de Educação e análise dos documentos de cinco municípios do Rio Grande do Norte, escolhidos por afinidade e ligação acadêmica. No segundo, fizemos uma intervenção na única creche construída com tal investimento, em um desses municípios - Olho D'água do Borges/RN - em parceria com duas professoras do berçário, na busca de entender os significados e sentidos produzidos por elas sobre o papel do ambiente em suas ações pedagógicas e as transformações dos arranjos espaciais possibilitadas pela pesquisa-intervenção. A base teórico-metodológica da pesquisa, além do Ciclo de Políticas, apoia-se nas abordagens histórico-cultural de L. S. Vygotsky (2007) e de M. Bakhtin (2011), em especial seus postulados concebidos como essencialmente sociais e discursivos. Para a produção dos dados da intervenção, foram realizados encontros temáticos; observação e registro em diário de bordo; fotografias dos espaços; debates sobre eles e proposições de transformações; poemas dos desejos; confecção de maquetes da sala desejada; introdução de almofadas temáticas e estantes; e, ações em follow up. O estudo constatou que há tensões entre o texto das políticas e suas redefinições no contexto da prática. Os resultados indicam que as intervenções através de ações co-construídas com as profissionais do campo possibilitam ressignificações nos arranjos espaciais, visando à qualidade do trabalho cotidiano com as crianças.
Palavras-chave: Arranjo Espacial. ProInfância. Ciclo de Políticas. Educação Infantil

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MARIA IGNEZ FERREIRA CAMPOS
PROINFANTIL: POLÍTICA EM AÇÃO NAS NARRATIVAS DAS AGENTES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
DATA DA DEFESA: 19/02/2020

RESUMO
A presente pesquisa tem por objetivo investigar os significados e os sentidos de criança construídos no trabalho final do programa PROINFANTIL - os Projetos de Estudos. O PROINFANTIL é um Projeto do Ministério da Educação em parceria com a Secretaria de Educação Básica e a Secretaria de Educação a Distância. No Rio de Janeiro, foi operacionalizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Secretaria de Educação do Município (biênio 2010-2011). Este programa objetiva capacitar e qualificar os Agentes Auxiliares de Creche sem habilitação em magistério, atuantes nas creches da cidade do Rio de Janeiro. Esta pesquisa analisou a concepção de criança presente em 60 Projetos de Estudos dos 165 Agentes Auxiliares de Creche da AGF 13 concluintes do curso.
A escolha se deu a partir do maior número possível de Projetos que tivessem diferentes agrupamentos pesquisados (berçário I, berçário II, Maternal I e Maternal II). Foram escolhidos 60 projetos com 15 exemplares de cada agrupamento. Na primeira parte, o estudo apresenta a implantação do PROINFANTIL como uma política pública e sua contribuição para a prática.
Delinea os estágios que percorreu, no Rio de Janeiro, até chegar ao alvo principal - o cursista. Apoiada na abordagem do ―Ciclo de Políticas‖ formulada por Stephen Ball e colaboradores, a pesquisa buscou investigar os embates e lutas presentes nos contextos de influência, produção de textos e prática. Na segunda parte, ao privilegiar Lev Vygotsky como interlocutor teórico para o delineamento metodológico desta pesquisa, foi necessário olhar o conhecimento como possibilidades, a partir das categorias sentido e significado e optar por uma metodologia na qual a própria pesquisa fosse um momento de arriscar novos olhares e novas vivências. A análise se deu nas concepções de criança encontradas nos Projetos de Estudos como narrativas escritas. Os dados foram analisados a partir da construção de seis Núcleos de Significados de Criança: formatada, em desenvolvimento; que brinca, cidadã de direitos, singular, ser social e histórico.
Palavras-Chave: Proinfantil, Formação de professores, Ciclo de políticas, Concepção de criança, Núcleo de significação

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NÚBIA APARECIDA SCHAPER SANTOS
SENTIDOS E SIGNIFICADOS SOBRE O CHORO DAS CRIANÇAS NAS CRECHES PÚBLICAS DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA/MG.
DATA DA DEFESA: 27/02/2012

RESUMO
O objetivo desta tese consistiu em saber se os sentidos compartilhados e os significados construídos sobre o choro das crianças nas creches públicas do município de Juiz de Fora, durante as sessões reflexivas com as coordenadoras/diretoras, produzem espaços de reflexão teórica sobre as práticas capazes de criar uma prática de reflexão. Pelo tipo de problema formulado optei por trabalhar a perspectiva metodológica a partir do paradigma crítico de pesquisa, concretizado na modalidade de pesquisa crítica de colaboração, com enfoque sócio-histórico-cultural. Isto se justifica porque busco compreender o lugar do choro das crianças nas práticas das coordenadoras/diretoras, procurando identificar se a consciência das ações institucionalizadas pode produzir mudanças nas práticas no interior das creches. O corpus discurso da tese constitui-se de 10 sessões reflexivas, cujos dados produzidos foram organizados e analisados a partir da perspectiva teórico-metodológica dos Núcleos de Significação de Aguiar e Ozella (2006). O campo teórico está circunscrito no diálogo entre Vigotski, Bakhtin e Wallon. Isso porque estes autores contribuíram, sobremaneira, para a discussão sobre sentido, significado; linguagem e consciência, zona de desenvolvimento proximal, além do estudo da emoção, em especial, sobre a manifestação do choro da criança no contexto da creche. A arquitetura dos Núcleos de Significação revelou a necessidade de aprofundar questões relacionadas aos diversos olhares para o choro da criança; estratégias para lidar com o choro a partir da visão das coordenadoras/diretoras; o controle/descontrole/não controle do choro; a inter-relação do choro, da creche e da família e, finalmente, a reflexão teórico-prática como possibilidade de reverberação no cotidiano da creche. As análises confirmaram três premissas básicas: a) que a emoção constitui-se como o primeiro recurso de interação com o outro, que antecede a própria representação simbólica e por isso é valioso o aprofundamento deste assunto em cursos de formação; b) quando tornamos a cena vivida mais clara, essa clareza pode trazer elementos para outras possíveis intervenções, para outros possíveis diálogos sobre o choro da criança. A perspectiva de transformação pode acontecer exatamente no diálogo entre o cotidiano, a história e espaços de reflexão; c) que o fundamental, nos contextos de formação, é não focalizar apenas o conteúdo a ser transmitido sem possibilidade de reflexão sobre o próprio contexto a que se destina porque é pelo possível distanciamento e necessário estranhamento das práticas rotineiras, esporadicamente ou quase nunca questionadas, que a reflexão e a crítica se estabelecem.
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PABLO LUIZ DE FARIA VIEIRA DA SILVA
BEBÊS E LITERATURA: PERCURSOS EM UMA CRECHE PÚBLICA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
DATA DA DEFESA: 21/11/2018

RESUMO
A presente tese de doutorado, “Bebês e Literatura: percursos em uma instituição de Educação Infantil”, investiga as práticas pedagógicas relacionadas aos bebês e a literatura para crianças em uma creche municipal pública do Rio de Janeiro, que atende somente berçário. A pesquisa, de cunho qualitativo, estruturou um Estudo de Caso em um grupamento de berçário (crianças de 1 anos a 1 ano e 11 meses) e registrou, em um Diário de Bordo, as observações referente às interações e as brincadeiras dos bebês com os livros e a partir das histórias narradas pelas professoras. A pesquisa contou com três momentos: uma oficina em um Centro de Estudos Coletivo da 7ª. CRE-SME-RJ e a primeira visita à unidade; o segundo momento compreende o período de inserção dos bebês na instituição e uma Roda de Conversa com as famílias; o terceiro momento está relacionado com as observações realizadas no grupamento de berçário de fevereiro a setembro de 2019.
A tese apresenta discussões a respeito da infância no tempo presente, da Sociologia da Infância, da literatura para crianças, das políticas públicas nacionais e municipais do Rio de Janeiro vinculadas a bebês, creche e literatura, os contextos espaciais que impactam a creche (cidade, bairro, favela) e os embasamento teóricos e metodológicos que permitiram a construção do campo de pesquisa. A pesquisa apontou que a literatura para os bebês constitui uma possibilidade de ampliação de interações e brincadeiras no cotidiano do grupamento de berçário.
Palavras-chave: Bebês, Creche, Literatura para Crianças, Educação Infantil.

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dissertações completadas

ALESSANDRA MARIA SAVAGET BARREIROS E LIMA DE ALMEIDA
A RELAÇÃO FAMÍLIA-CRECHE NO PROGRAMA PRIMEIRA INFÂNCIA COMPLETA
DATA DA DEFESA: 28/08/2014

RESUMO
O tema central da presente dissertação está focalizado na relação família-creche. Este estudo possui, como objetivo principal, analisar como essa relação foi compreendida em três creches públicas cariocas que desenvolveram as atividades do programa Primeira Infância Completa (PIC). Tal programa fez parte das políticas públicas educacionais do município do Rio de Janeiro de 2009 a 2013. Foi direcionado a crianças de até 3 (três) anos de idade que não obtiveram matrícula regular nas creches. As atividades do PIC aconteciam aos sábados com crianças e, para as famílias, eram desenvolvidos os encontros da 'Escola de Pais'. A pesquisa analisa os documentos oficiais (decretos, portarias, resoluções, relatórios, projetos, outras publicações internas) de criação e ampliação do programa, incluindo aqueles referentes às consultorias da UNESCO realizadas em 2012. Foi desenvolvido um levantamento bibliográfico sobre os temas família e a relação família-creche, nas bibliotecas eletrônicas SciELO e Google Acadêmico, com artigos publicados entre 2005 e 2014. A investigação empírica se deu no diálogo com alguns atores do programa, participantes das três creches municipais, totalizando 122 sujeitos, entre gestoras, professoras, agentes auxiliares de creche e familiares. As estratégias metodológicas utilizadas foram entrevistas, grupos focais e oficinas Os dados da segunda consultoria da UNESCO serviram de base para a construção das questões centrais desta pesquisa. Os resultados nos apontam que, para os sujeitos que participaram do programa, os propósitos do mesmo nem sempre foram claros. Embora tenha acontecido no espaço físico das creches (portanto, da Educação), com uma intenção intersetorial, seus objetivos tinham um forte cunho assistencial, caracterizando-o como uma modalidade alternativa de atividades para crianças e familiares. As famílias viam no programa o caminho para a conquista da vaga semanal para as suas crianças e, quando isso não acontecia, ficavam frustrados e deixavam de participar. O esforço das gestoras para a realização do programa foi sua marca de qualidade. A experiência do PIC deixou de legado para as instituições novas formas de pensar a proposta pedagógica e de lidar com as famílias, crianças e funcionários na jornada semanal.
Palavras-chave: Relação família-creche, Família, Creche, Primeira Infância Completa, Políticas públicas.

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ANDRÉA RELVA DA FONTE G. ENDLICH
AMBIENTES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL: O PROINFÂNCIA EM QUATIS
DATA DA DEFESA: 20/10/2017

RESUMO
Esta pesquisa é parte de um estudo maior que aborda as políticas públicas educacionais e ambientais para bebês e crianças de até 3 anos, em diferentes municípios do estado do Rio de Janeiro1. É um Estudo de Caso desenvolvido em uma edificação do Proinfância, na cidade de Quatis. Busca compreender como as famílias, professores e auxiliares de educação infantil pensam e vivenciam a unidade, inaugurada em 2012. As questões que norteiam o estudo proposto são: i) Qual o impacto da edificação do Proinfância na realidade educacional do município de Quatis?; ii) Como o CMEI é percebido pelas famílias, professores e auxiliares de educação infantil?; iii) Quais os principais desejos e necessidades dos familiares e profissionais frente ao tema da pesquisa?; iv) Quais aproximações mostraram-se presentes entre os enunciados dos profissionais e dos familiares? O referencial teórico que orienta a investigação é o sócio-histórica-cultural (VIGOTSKI, 2001, 2004), que assume o caráter dialógico das relações da pesquisadora com os sujeitos da pesquisa. Os instrumentos de produção de dados forma múltiplos, desde análise documental, observação de campo, entrevista e questionário, sendo dois próprios da Avaliação Pós-Ocupação (APO), Mapa Mental e Poema dos Desejos. Os resultados da análise apontam similaridades entre as avaliações da edificação feitas pelas famílias e profissionais do CMEI referentes ao projeto e à edificação; bem como quanto às questões do cotidiano: valorização do conjunto da edificação; percepção da fachada como referência identitária; distância do centro da cidade, paisagem bucólica; valorização dos brinquedos e do brincar; sinalização da necessidade de aquisição de mais brinquedos e brincadeira em maior quantidade, inclusive para os solários; insegurança em relação ao anfiteatro; sentimento de pertença ao CMEI; ausência de transporte coletivo na cidade; necessidade de forro e fechamento nas extremidades do telhado do pátio coberto; implementação de um auditório; espaços que necessitam reforma na edificação e incremento de recursos pedagógicos, envolvendo livros adequados para a faixa etária, de formação pedagógica e material de consumo para as atividades cotidianas. Espera-se que este estudo contribua para reiterar pesquisas que valorizem a participação dos usuários, ouvindoos e registrando suas avaliações em processos de planejamento futuros e implementação de novas políticas de expansão da Educação Infantil.
Palavras-chave: Proinfância. Creche. Ambientes. Avaliação Pós-Ocupação.

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ANNE PATRICIA PIMENTEL NASCIMENTO DA SILVA
OS 12 ANOS (2003-2015) DE EDUCAÇÃO INFANTIL NA UERJ: ENTRE TESES E DISSERTAÇÕES
DATA DA DEFESA: 13/10/2016

RESUMO
A presente dissertação tem por objetivo desenvolver um Estado do Conhecimento das teses e dissertações das temáticas Infância, Educação Infantil e Creche, produzidas nos quatro Programas de Pós-graduação em Educação da UERJ, no período de 2003 a 2015. No processo de levantamento das produções científicas cadastradas no banco de teses e dissertações da CAPES, iniciamos pelo termo de busca mais amplo Infância, passamos pela Educação Infantil e chegamos ao termo mais incluso Creche, foco de aprofundamento da nossa pesquisa. A opção de analisar criticamente a Creche está ligada à necessidade de resgatar as produções concomitantes ao momento histórico em que o poder público municipal da cidade do Rio de Janeiro transferiu oficialmente as creches, antes sob a gestão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social - SMDS, para a Secretaria Municipal de Educação - SME. A importância deste estudo não está somente nas informações levantadas (aspecto quantitativo), mas, nos diagnósticos da Educação Infantil encontrados nesses estudos, em especial da Creche, que revelam as especificidades (aspecto qualitativo) deste campo. A pesquisa adota os procedimentos metodológicos que fazem parte de uma revisão bibliográfica e outros instrumentos específicos são utilizados, como o mapa conceitual visando analisar criticamente os textos. Nessa direção, apresentamos as temáticas de maior interesse dos pesquisadores, seus objetivos, suas metodologias, os instrumentos e resultados que influenciam novas pesquisas e os fazeres pedagógicos. Utilizamos como referenciais teóricos da pesquisa, autores renomados que emergiram desses estudos do campo da Infância, como: Rosemberg (1984); Kulhmann (1988); Kramer, (1987); Vasconcellos (2003;2005; 2008;2015); Aquino (2008); Ribes (2012) Campos (2012); Guimarães (2008); Frangella (2006); Corsino (2003); Rossetti-Ferreira (2005), dentre outros. A partir do corpus de análise formado por 67 teses e dissertações, emergiram os eixos temáticos caracterizando as especificidades de cada campo. A pesquisa revela que existe um crescimento de opções metodológicas que têm assumido as crianças maiores (acima de 5 anos de idade) como protagonistas das pesquisas. A formação dos profissionais que atuam com bebês e as crianças pequenas também tem sido a temática mais frequente dos estudos sobre a Educação Infantil. Por fim, nos trabalhos que versam sobre a Creche este tema também assume a centralidade das pesquisas. A busca pela aproximação família e creche surge como uma das particularidades das ações deste contexto educativo. Com este estudo, visamos contribuir para o fortalecimento deste campo de pesquisa na UERJ e para a construção de práticas pedagógicas de qualidade para a Educação Infantil, em especial as creches púbicas municipais.
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CLARICE ESTABANEZ DE CHAVES FARIA
POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE DUQUE DE CAXIAS-RJ: DE 2007 A 2017.
DATA DA DEFESA: 03/10/2018

RESUMO
Esta dissertação integra a produção acadêmica do Núcleo de Estudos da Infância: Pesquisa & Extensão (NEI:P&E), sob a coordenação da Prof. Dra. Vera Maria Ramos de Vasconcellos, vinculado à Linha de Pesquisa Infância, Juventude e Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ProPEd/UERJ). Tem por objetivo investigar as Políticas Públicas de Educação Infantil do município de Duque de Caxias-RJ, no marco temporal de 2007 a 2017. O referencial teórico-metodológico adotado foi o Ciclo de Políticas, proposto por Stephen Ball e colaboradores. Esta abordagem contribui para a compreensão da política pública como um complexo e multifacetado processo de tomada de decisões, que ocorre em qualquer nível ou estrutura. Este processo abarca os atos e respostas do Estado em relação às demandas da sociedade e o posicionamento dos múltiplos atores envolvidos. A delimitação do objeto privilegia os contextos de influência – internacional, nacional e local – e de produção de textos propostos no Ciclo, com centralidade no processo de tomada de decisões nestas arenas que reverberam nas Políticas Públicas de Educação Infantil (PPEI) municipais da cidade investigada. O estudo parte das seguintes questões: a) Houve o planejamento e a expansão de vagas para a Educação Infantil pública municipal em Duque de Caxias-RJ, entre 2007 e 2017? b) Ocorreu ampliação física da rede pública municipal, com a criação de espaços próprios de Educação Infantil? c) Observou-se mudanças nas políticas municipais de Educação Infantil, após a promulgação da Emenda Constitucional de nº 59/2009 e da implementação da Lei 12.796/2013? A pesquisa bibliográfica e documental foram os procedimentos metodológicos predominantes na produção de dados – qualitativos e quantitativos – necessários à composição do material de análise. De forma complementar, houve visitas a diferentes setores da Secretaria Municipal de Educação de Duque de Caxias-RJ, na tentativa de reunir documentos e informações à investigação. O resultado desse estudo mostra que a Educação Infantil municipal sofreu grande processo de expansão no período de 2007 a 2017; nestes dez anos, a taxa de crescimento de matrículas em creches foi de 173% e em pré-escolas de 111%; o número de estabelecimentos de Educação Infantil, aumentou, chegando a 153 em 2017; a partir de 2007, foram inauguradas 16 creches e 52 escolas - da rede municipal – que passaram a oferecer matrículas à pré-escola. Mesmo crescendo em número, a rede municipal concentra somente 50% das matrículas em creches e pré-escolas, compartilhando essa tarefa com a esfera privada (entidades particulares, conveniadas e filantrópicas); após 2013, as políticas públicas municipais priorizaram a expansão da pré-escola, em detrimento, da creche. Portanto, este estudo conclui que, se as lacunas da cobertura da Educação Infantil pública não forem preenchidas pela administração municipal, a responsabilidade continuará a ser repartida com outras esferas, para além das instituições particulares, filantrópicas e conveniadas. Há o risco real de precarização do atendimento educacional às crianças pequenas em espaços alternativos e de cunho assistencialista, especialmente, para a faixa etária de zero a três anos.
Palavras-chave: Educação Infantil, Duque de Caxias-RJ, Políticas públicas, Ciclo de Políticas.

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ERIKA JENNIFER HONORIO PEREIRA
'TIA, EXISTE FLOR PRETA?' EDUCAR PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS
DATA DA DEFESA: 18/06/2015

RESUMO
A pesquisa que se insere na linha Infância, Juventude e Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ, teve por objetivo compreender as enunciações que professoras e estudantes de Pedagogia produziram nas discussões do Ciclo de Palestras Direitos Humanos e Educação Infantil: questões de raça, etnia, sexo e gênero, realizado na UERJ, durante cinco encontros quinzenais, sobre a questão raça e etnia, em 2013. O procedimento metodológico do Ciclo foi de palestras expositivas, sessões reflexivas que produziram amplo debate crítico com os 40 participantes. O material empírico analisado na dissertação foi composto pelas enunciações produzidas pelos participantes relativas às questões étnico-raciais: relatos de preconceito, discriminação e racismo. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e procurou compreender as enunciações a partir do aporte teórico proposto por Bakhtin. Esta abordagem teórica dialogou com outras que subsidiaram o ciclo de palestras e as presentes no levantamento bibliográfico realizado (2003 - 2013), que visou observar a materialidade da Lei 10.639/13 e das DCNERER. A partir do corpus de enunciações da pesquisa elegemos três eixos temáticos:
(1) As relações étnico-raciais no Brasil;
(2) Práticas racistas e antirracistas na EducaçãoInfantil e
(3) A formação de professores para a educação das relações étnico-raciais
As análises apontaram que as atividades de problematização e discussão sobre o tema são importantes e necessárias, diante à lacuna de formação e conhecimentos especializados, em contraponto às dificuldades cotidianas e embaraços voltados às questões de raça e etnia vividas por professores e crianças negras ou não, no cotidiano das Instituições de Educação Infantil. Os participantes reconheceram o próprio despreparo para atuar frente às questões em estudo e propuseram estratégias de ação nas suas práticas pedagógicas com as crianças.

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FÁTIMA VEROL ROCHA
CRECHE ODETINHA: UM ESTUDO DE CASO
DATA DA DEFESA: 31/08/2010

RESUMO
Esta Pesquisa, de natureza qualitativa, teve por objetivo, descrever e analisar o processo de formação (2009) de um grupo de educadores – os Agentes Auxiliares de Creche1 (AAC)-, recém concursados, através de um Estudo de Caso. Para tanto, fez parte das análises as recentes mudanças nas políticas de educação infantil do município do Rio de Janeiro (1997-2010) e o percurso de constituição da unidade de educação infantil - Creche Municipal Odetinha Vidal de Oliveira, através do relato de alguns de seus líderes comunitários. No município do Rio d e Janeiro, as creches públicas resultaram da transferência das instituições que pertenciam à antiga Secretaria de Desenvolvimento Social (SMDS), atual Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), para a Secretaria Municipal de Educação (SME). Atualmente, a rede municipal de ensino totaliza 255 creches municipais, com 33.348 alunos, em horário integral (7h - 17h). No ano de 2 005, o poder executivo do município do Rio de Janeiro, através da Lei 3985 de 08 de abril, criou a categoria funcional de “Agente Auxiliar de Creche”, que passou a integrar o Quadro de Pessoal de Apoio à Educação. O ingresso ao cargo deu-se através de concurso público, realizado em 2007, constituído de “provas e p rovas de títulos”, sendo exigida, a formação mínima em nível fundamental (o que fere a LDBEN 9394/96) e carga horária de 40 horas semanais. A seleção ocorreu reg ionalmente, isto é, por CRE. Em junho de 2008, o quadro de pessoal das creches públicas do município do Rio de Janeiro passou a contar em sua estrutura, com os novos profissionais egressos do concurso, marcando uma nova trajetória na história dessas instituições. A partir da análise do perfil destes educadores, meu obj etivo foi refletir sobre a formação em serviço necessária para atender às especificida des de trabalho com criança de zero a três anos. Estaremos assim, co-participando na implementação de políticas públicas de Educação Infantil da prefeitura qu anto à formação em serviço dos agentes auxiliares de creche. Para tanto, propomos três temas comuns e complementares de pesquisa: Inserção das crianças e famílias à creche; Brincar/Brincadeira; Arranjo espacial. Os instrumentos utilizados na pesquisa foram: observação participativa, questionários, e entrevistas. Fo ram também desenvolvidas, com os educadores, atividades de formação e sessões reflexiva s que proporcionem o pleno desenvolvimento profissional desses sujeitos.
Palavras-chave: Educação Infantil, Creche, Formação de professores.

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MACIEL CRISTIANO DA SILVA
TRAJETÓRIAS EDUCACIONAIS DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
DATA DA DEFESA: 27/08/2013

RESUMO
O estudo tem como tema os 'Percursos trilhados pelas famílias para a garantia do direito à educação de crianças com necessidades especiais'. Este estudo surgiu pela demanda dos integrantes do Núcleo de Estudos da Infância: Pesquisa & Extensão (NEI:P&E/UERJ), coordenado pela Profª Drª Vera Vasconcellos, em compreender como ocorreu a trajetória de escolarização de crianças acompanhadas em dois estudos realizados em creches do município do Rio de Janeiro, em 2009, após a saída delas das referidas instituições. Os estudos foram: i) Crianças focais: a triangulação educação-família-saúde na creche, realizado em 2008 e 2009 na Creche Institucional Dr. Paulo Niemeyer; e ii) Infância, Educação e Inclusão: um estudo de caso, realizado em 2009 na Creche Municipal de Odetinha Vidal de Oliveira. A pesquisa atual tem como proposta um estudo de follow-up, onde demos continuidade às duas anteriores, a partir da análise do percurso de três (3) famílias (mãe) na tentativa de garantir uma educação inclusiva de qualidade para seus filhos. Inicialmente, foi realizado um levantamento bibliográfico e documental sobre o tema. Em seguida voltou-se às famílias das crianças com o objetivo de investigar de que modo à escolarização foi sendo propiciadas a estas crianças e como suas dificuldades de aprendizagem têm sido entendidas nos espaços educacionais que frequentam. Adotamos o Estudo de Caso como proposta metodológica. Foram realizadas duas entrevistas com as mães das crianças, respectivamente em 2012 e 2013 e solicitado que elas respondessem um questionário (Caracterização Familiar), que delineava o perfil das mesmas destacando suas características sóciodemograficas. Os dados produzidos foram sistematizados através da abordagem de Análise de Conteúdo por temáticas, com ênfase nas trajetórias das crianças e suas famílias em prol da garantia ao direito à Educação. A pesquisa conclui que as crianças do estudo não encontraram espaço no sistema regular de educação, público e/ou privado, em contraste ao que garante os documentos nacionais e municipais. As trajetórias e experiências foram repletas de inseguranças e expectativas negativas por parte das escolas quanto ao desenvolvimento e escolarização das crianças. Conclui também que não é suficiente conhecer os direitos à educação da criança com necessidades especiais, as instituições precisam reconhecer os familiares como parceiros privilegiados na construção de alternativas para a produção de conhecimentos das crianças com necessidades especiais. Os dados demonstraram a importância social das escolas especiais no atendimento especializado de crianças com necessidades especiais. Os lugares ocupados por essas instituições são reconhecido pelas famílias como fundamental rede de apoio e suporte às crianças e famílias no processo de educação e inclusão escolar.
Palavras-Chave: Trajetórias educacionais. Experiências familiares. Educação especial. Educação para a infância.

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MARCIA DE OLIVEIRA GOMES GIL
O PERFIL DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
DATA DA DEFESA: 28/08/2013

RESUMO
A presente pesquisa tem por objetivo investigar e desenhar o perfil dos professores de Educação Infantil do município do Rio de Janeiro, que trabalham em turmas de creche e são oriundos do primeiro concurso realizado para o cargo. Para tanto, as políticas públicas nacionais e regionais foram analisadas à luz do referencial do Ciclo de Políticas, de Ball e Bowe (1992 - 1994). Foram observados os diferentes contextos que culminaram com a criação do cargo de Professor de Educação Infantil (2010) na busca de elementos que ajudam a conhecer o quadro funcional dos profissionais que atuam na Educação Infantil, mais especificamente nas creches cariocas. Apresentamos um breve levantamento dos dados sobre a cidade do Rio de Janeiro, em especial, o lugar que ocupa a Educação Infantil no sistema de ensino carioca. A pesquisa adota uma metodologia qualitativa-quantitativa (quali-quanti). Foi utilizado um questionário digital (plataforma Google Docs) com questões referentes aos aspectos funcionais e formativos do professor. O questionário foi enviado digitalmente às creches para que fosse disponibilizado aos professores de educação infantil nelas lotados. Foram realizados dois grupos focais com professores que responderam ao instrumento digital e aceitaram o convite para participação na modalidade presencial da pesquisa. As questões apresentadas nos Grupos Focais buscaram qualificar os dados produzidos no questionário. As análises qualitativas apoiaram-se na perspectiva teórica de Lev Vigotski e entendem os sujeitos sócio-históricos, imersos em contextos específicos de desenvolvimento e em processo contínuo de transformação. A análise quantitativa apresentou dados relativos à idade, sexo, grupamentos de atuação e experiência profissional. A qualitativa ampliou a discussão sobre a formação inicial e continuada dos PEI e o processo de construção da identidade profissional por eles vivido, dando destaque às situações de conflitos existentes nos ambientes de trabalho (creche e EDI). O perfil produzido revela que o cargo é ocupado por professoras, com idade média de 37 anos, graduadas e que atuam prioritariamente em turmas de maternal. O acesso aos dados produzidos por esta pesquisa pode auxiliar a formulação de políticas públicas que busquem o desenvolvimento das crianças cariocas matriculadas nas creches, a partir do investimento em profissionais especificamente formados para lidar com os desafios do trabalho com as crianças pequenas.
Palavras-chave: Educação Infantil. Creche. Professor de Educação Infantil

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MARIA IGNEZ FERREIRA CAMPOS
O PROINFANTIL NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO: CONCEPÇÕES DE CRIANÇA NOS PROJETOS DE ESTUDOS.
DATA DA DEFESA: 26/02/2014

RESUMO
A presente pesquisa tem por objetivo investigar os significados e os sentidos de criança construídos no trabalho final do programa PROINFANTIL - os Projetos de Estudos. O PROINFANTIL é um Projeto do Ministério da Educação em parceria com a Secretaria de Educação Básica e a Secretaria de Educação a Distância. No Rio de Janeiro, foi operacionalizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Secretaria de Educação do Município (biênio 2010-2011). Este programa objetiva capacitar e qualificar os Agentes Auxiliares de Creche sem habilitação em magistério, atuantes nas creches da cidade do Rio de Janeiro. Esta pesquisa analisou a concepção de criança presente em 60 Projetos de Estudos dos 165 Agentes Auxiliares de Creche da AGF 13 concluintes do curso.
A escolha se deu a partir do maior número possível de Projetos que tivessem diferentes agrupamentos pesquisados (berçário I, berçário II, Maternal I e Maternal II). Foram escolhidos 60 projetos com 15 exemplares de cada agrupamento. Na primeira parte, o estudo apresenta a implantação do PROINFANTIL como uma política pública e sua contribuição para a prática.
Delinea os estágios que percorreu, no Rio de Janeiro, até chegar ao alvo principal - o cursista. Apoiada na abordagem do ―Ciclo de Políticas‖ formulada por Stephen Ball e colaboradores, a pesquisa buscou investigar os embates e lutas presentes nos contextos de influência, produção de textos e prática. Na segunda parte, ao privilegiar Lev Vygotsky como interlocutor teórico para o delineamento metodológico desta pesquisa, foi necessário olhar o conhecimento como possibilidades, a partir das categorias sentido e significado e optar por uma metodologia na qual a própria pesquisa fosse um momento de arriscar novos olhares e novas vivências. A análise se deu nas concepções de criança encontradas nos Projetos de Estudos como narrativas escritas. Os dados foram analisados a partir da construção de seis Núcleos de Significados de Criança: formatada, em desenvolvimento; que brinca, cidadã de direitos, singular, ser social e histórico.
Palavras-Chave: Proinfantil, Formação de professores, Ciclo de políticas, Concepção de criança, Núcleo de significação

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MARIANA RODRIGUES ZADMINAS
PEI EGRESSOS DA UERJ NO FACEBOOK: UMA BUSCA PELAS FALAS A RESPEITO DOS SABERES E PRÁTICAS NO BERÇÁRIO CARIOCA
DATA DA DEFESA: 01/04/2016

RESUMO
Esta pesquisa analisa quais são os saberes e as práticas que os Professores de Educação
Infantil, egressos do curso de Pedagogia da Universidade do Rio de Janeiro, trouxeram
de conhecimento construído na graduação, para realizar o trabalho cotidiano com bebês.
Para tal dois caminhos de investigação foram percorridos. O primeiro diz respeito a
análise documental sobre o curso de pedagogia da UERJ, suas disciplinas e ementas, a
partir de três Deliberações Curriculares (22/1991, 012/2006, 044/2011). Categorias de
análise e estratégias de organização dos conteúdos documentais foram construídas. O
recorte temporal escolhido foi 2003 e 2011, pela importância histórica frente às questões
da educação infantil pública na cidade do Rio de Janeiro. Em 2003 foi iniciado o
processo de transferência das creches da Secretaria Municipal de Desenvolvimento para
a Secretária Municipal de Educação, em decorrência de uma série de fatores políticos
nacionais e locais que influenciaram tal 'passagem'. O segundo momento da pesquisa
escolheu o facebook, rede social, mais utilizadas pelas PEI, como ambiente virtual de
aprendizagem e possível método investigativo. Foram analisadas narrativas consistentes
às práticas de PEI que atuam nos berçários municipais da cidade, em temáticas
propostas por alguns posts, de cinco grupos, privilegiando aquelas produzidas pelas
PEI/berçaristas. Foi utilizado o software Gephi 0.9.0 e Netvizz nas analises e registro das
relações estabelecidas entre os membros de um sexto grupo, composto por egressos da
UERJ. Para um aprofundamento da analise das narrativas utilizamos o software
ATLAS.TI que possibilitou contextualizar a palavra berçário em todo o material
recolhido dos seis grupos estudados. Os resultados apontaram que o curso de Pedagogia
da UERJ possui lacunas no que tange às disciplinas que subsidiam a prática com bebês,
a relação AEI e PEI x Cuidar e Educar e a dificuldade de atuação do PEI no berçário,
facebook como ambiente de investigação e facilitador de uma formação continuada e
cooperativa entre as PEI.

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MIRIAM PEREIRA RIBEIRO DE OLIVEIRA
CRIANÇAS FOCAIS: A TRIANGULAÇÃO EDUCAÇÃO-FAMÍLIA-SAÚDE NA CRECHE.
DATA DA DEFESA: 18/06/2009

RESUMO
A pesquisa investiga as contribuições ou impedimentos que a parceria educação-família-saúde pode oferecer ao desenvolvimento de crianças que na primeira infância já apresentam diferenças significativas em suas ações e atitudes num ambientes coletivos como a creche. Foram quatro as “crianças focais” acompanhadas. Pouco comum à pesquisa acadêmica, o termo “criança focal” busca evitar a discriminação de crianças tão pequenas, minimizando nos familiares e educadores insegurança e a nociva rotulação precoce. Ao mesmo tempo dá a ambos um “elo”, um apoio para lidar com o inusitado. Desde as pesquisas de Vygotsky, estudos têm referendado os aspectos do desenvolvimento infantil através da valorização das interações sociais. O Estudo de Caso foi a metolodogia escolhida para investigar as parcerias, pois adequou-se bem à proposta de triangulação dos contextos. Buscou-se investigar as práticas dos educadores, através de observações, entrevistas e sessões reflexivas; relacionando-as com a fala das famílias, via entrevistas e observações domiciliares e dos profissionais de saúde que atendem às crianças (entrevistas e/ou questionários). A pesquisa conclui que a interação com a família e o acesso às informações reais sobre a saúde das crianças são fundamentais para que a prática pedagógica se dê com maior eficácia na promoção do pleno desenvolvimento de todos. Os resultados indicam recomendações que podem servir de orientação para educadores e diretores de creches visando a inclusão de crianças focais e a melhor interlocução com as famílias e profissionais de saúde que atendem tais crianças. A dificuldade de comunicação com os profissionais de saúde foi um dos fatores de inquietação da pesquisa, bem como a pouca objetividade da comunicação (presteza de informações) creche-família.
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SILVIA LACOUTH MOTTA
DIFERENÇA E DIVERSIDADE: UM ESTUDO EM CRECHE
DATA DA DEFESA: 28/10/2010

RESUMO
Esta pesquisa tem como objetivo investigar as concepções de diversidade e diferença no contexto da Educação Infantil, buscando analisar a experiência de trabalho em uma creche institucional. Tem-se como referencial as abordagens teóricas de Sarmento, Abramowicz, Pierucci, dentre outros, considerando que as diferenças devem ser analisadas como produto da história, da ideologia e das relações de poder. Inicialmente apresentamos o histórico da creche em foco, intercruzada com a história das políticas públicas nacionais. Em seguida analisamos o Projeto Político Pedagógico da mesma e nele a presença dos termos em estudo. Num segundo momento de análise apresentamos as professoras das turmas de crianças de quatro a cinco anos de idade, interlocutoras privilegiadas da pesquisa e suas concepções sobre o tema. As questões de pesquisa foram as seguintes: O Projeto Político Pedagógico da instituição contempla o trabalho com a diversidade e diferença? O que fazer com a diversidade e diferença encontrada em uma creche institucional? O quanto o Projeto Político Pedagógico influencia a prática desenvolvida cotidianamente na instituição? Os resultados da análise do documento e das falas das professoras nos levam a concluir que os termos são pontuados como preponderantes na operacionalização da proposta pedagógica, mas algumas vezes são ligadas ao fator biológico, e estiveram pouco presente na formação acadêmica das mesmas. Quanto ao entendimento dos conceitos as professoras acreditam que a diversidade é um conceito mais amplo do que a diferença. Entretanto, entendem que um não existe sem o outro. Nesta perspectiva, compreendemos como fundamental o avançar da reflexão e da ação direcionada as necessidades prementes das crianças na intenção de renovar, revitalizar e favorecer a prática reflexiva e que considere a multiplicidade de olhares e fazeres. Pretendemos, então, contribuir para a análise e discussão de metodologias e recursos pedagógicos adequados às peculiaridades da comunidade, repensando o direito à Educação Infantil além do ponto de vista legal, mas compreendido no âmbito do direito as diferentes infâncias e culturas existentes na contemporaneidade.
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SONIA DE OLIVEIRA MARTINS
POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE NITERÓI-RJ (1988-2018)
DATA DA DEFESA: 30/08/2019

RESUMO
A presente pesquisa integra a produção acadêmica do Núcleo de Estudos da Infância: Pesquisa & Extensão (NEI:P&E), vinculado à Linha de Pesquisa Infância, Juventude e Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ProPEd/UERJ). Pretende identificar as Políticas Públicas de Educação Infantil (PPEI) que viabilizaram dois momentos de municipalização do atendimento de bebês e crianças bem pequenas. O contexto histórico compreende os anos 1988 – 2018 e analisa a ampliação de oferta de vagas nas creches no município de Niterói-RJ. O estudo é orientado pelas seguintes questões: i) como foi a transição do atendimento das creches da Assistência Social para a Educação no município?; ii) quais ações foram efetivadas no que tange a construção de políticas públicas de Educação Infantil?; iii) quais os efeitos da homologação das Leis nº 12.796/13 e 13.005/14 sobre a ampliação (ou não) de vagas, em creche e préescola?; iv) quais os diálogos entre PPEI e contexto da prática? A orientação teóricoanalítica adotada foi o Ciclo de Políticas (BALL et al, 1992) que propõe observar o processo educacional como um ciclo multifacetado e dialético, que envolve os cenários global, nacional e local. A proposta metodológica incluiu análise documental, entrevistas semiestruturadas e Estudo de Caso em uma das mais antigas creches municipais. Os resultados descreveram a trajetória da PPEI e mudanças no perfil do atendimento educacional às crianças de 0 a 3 anos. O que indica redefinição da identidade da creche e seus profissionais, após integração à Educação, continuidade das PPEI municipais independente à mudança de gestores; além de expansão significativa da rede de Educação Infantil municipal ao longo dos anos. Buscou-se com este estudo apresentar um panorama ampliado das PPEI municipais e que os resultados contribuam para a produção de outras pesquisas sobre o tema.
Palavras Chave: Políticas Públicas. Educação Infantil. Creche

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